Senhoras e senhores, agradeço a atenção de cada um. Sabemos que o potencial de crescimento de uma empresa é de 100% na horizontal e também 100% na vertical, em todos os segmentos da economia. De acordo com essas considerações, podemos constatar que haverá uma disputa natural entre as empresas que pretendem permanecer no mercado no longo prazo. Sabemos que as considerações de Adam Smith não podem ser ignoradas. Qualquer cidadão com um pouco de conhecimento científico sabe que é possível uma empresa chegar ao crescimento pleno. Evidente que, para isso, é preciso lastro econômico. Esse é o grande desafio de todas as empresas, até mesmo das grandes.
Sabemos que a função exercida pela igreja hoje limita-se ao trabalho de evangelização, salvo alguns casos como a união de grupos políticos com a mesma característica religiosa, exemplo: a “bancada evangélica”. Vou relatar uma citação bíblica para que as lideranças religiosas e políticas possam refletir: “o poder do povo santo será destruído”, Livro de Daniel capítulo 12, versículo 7. A grande pergunta é: quem destruirá o poder do povo santo na terra? Quando? Como? Por quê? Etc.
Jean-Jacques Rousseau relata em seus estudos que a ciência tem o potencial de representar uma religião civil. Como as forças científicas não têm fronteiras como as outras religiões, será uma espécie de segunda religião, com potencial de alcançar a todos. Por não ter fronteiras como as outras religiões, ou seja, o cientificismo, por ser considerado como a única religião universal, hoje a ciência é considerada como a única fonte de verdade. Os promotores do cientificismo têm o potencial de destruir o poder do povo santo. Logo, se conclui que ou a igreja entra na disputa econômica rumo ao pós-capitalismo ou pode assistir ao cumprimento do relato descrito no capítulo 12 do Livro de Daniel. A hipótese do cientificismo vencer a luta entre a ciência e a religião está prevista até na Bíblia; Daniel capítulo 8 e capítulo 12 tratam desse assunto. Caso isso aconteça, o soberano do mundo científico reinará no pós-capitalismo.
Estado
O Estado é mais uma instituição com potencial de promover o crescimento pleno de uma empresa estatal, ou seja, promover o crescimento de 100% na horizontal e na vertical em todos os segmentos da economia. Apesar de os neoliberalistas pressionarem por um Estado mínimo, o potencial de crescimento pleno pode ser executado por qualquer Estado através de uma estatal. Porém, temos um desequilíbrio entre uma gestão pública e uma gestão privada, sendo a gestão privada mais eficiente que a gestão pública. Contudo, é possível mudar essa cultura utilizando os mesmos critérios e métodos de gestão privada. Qualquer estatal tem o mesmo potencial de crescimento que uma empresa privada, ou seja, crescimento de 100% na horizontal e 100% na vertical em todos os segmentos da economia.
Vamos utilizar a Petrobras como exemplo de estatal que pode promover a erradicação da fome e da miséria econômica no mundo. Constituída com recursos públicos, porém ninguém recebe nenhum centavo de participação nos lucros da empresa, a não ser que a pessoa seja sócia acionista. Nada impede o crescimento da Petrobras até atingir 100% de crescimento na vertical e na horizontal no segmento em que atua. Também nada impede que migre de setor para outros segmentos da economia, após saturar seu potencial de crescimento no segmento petrolífero. Esse é um exemplo de que as estatais têm potencial para promover a unificação do poder econômico. Porém, a metodologia aplicada através da economia solidária será o diferencial na vida da sociedade. Se for desenvolvida com recursos públicos, naturalmente essa empresa deve ser dos contribuintes. Consequentemente, os lucros devem ser pulverizados entre os contribuintes, seja parcial ou total. Essa metodologia promoverá a independência econômica dos trabalhadores e dos consumidores dos produtos da empresa estatal, privada ou filantrópica, no caso de uma empresa sob administração de qualquer igreja.
PPP
As parcerias público-privadas são um projeto híbrido onde pode conciliar os interesses do cidadão e do Estado.
